quarta-feira, 4 de abril de 2012

Wouldn't It Be Nice?



"Não seria ótimo se fôssemos mais velhos? Então não teríamos que esperar muito tempo! E não seria bom viver junto, no tipo do mundo ao qual pertencemos? Você sabe que será muito melhor quando nós pudermos dizer boa noite e ficarmos juntos. Não seria ótimo se nós pudéssemos acordar pela manhã quando o dia é novo? E após passar todo o dia juntos ficarmos juntinhos por toda a noite? Momentos felizes juntos nós temos passado; Eu queria que cada beijo fosse interminável. Não seria ótimo? Talvez se nós pensarmos e desejarmos e esperarmos e rezarmos, isso possa se tornar realidade. Então não teria uma única coisa que nós não poderíamos fazer! Nós poderíamos nos casar e então seríamos felizes. Não seria ótimo? Você sabe, parece que quanto mais falamos, só piora viver sem isso. Mas vamos falar sobre isso. Não seria ótimo?"


(The Beach Boys - Wouldn't It Be Nice?)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Drops of Jupiter




"Agora que ela está de volta na atmosfera com gotas de Jupiter no seu cabelo. Ela age como verão e anda como chuva! Lembra-me que tem um tempo para mudar. Desde o retorno de sua estadia na lua, ela escuta como primavera e ela fala como o verão. (...) Diga-me se o vento soprou sob seus pés? Finalmente você conseguiu a chance de dançar com a luz do dia e voltou para a via Láctea? Diga-me você velejou pelo sol? Você chegou até a via Láctea para ver todas luzes apagadas? E o céu inalcançável? Diga-me você caiu de uma estrela cadente, aquela sem uma cicatriz permanente. E você sentiu minha falta enquanto estava procurando por si mesma?"


(Train - Drops of Jupiter)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mal de escritora



Nós, escritoras, temos uma mania muito peculiar, que pode ser reconhecida como "mal de mulher romântica", mas conosco, é mil vezes acentuado. Sonhamos com um cara que chegue num carro cantando nossa música favorita secreta que desejamos que ele cante no nosso aniversário, ou qualquer evento que tenha várias pessoas pra assistir e a nossa família. Queremos alguém que enfrente montanhas, dragões e o engarrafamento do dia-a-dia pra nos ver. Ou que cruze o oceano atrás de nós, porque nos ama e nos quer pra sempre em sua vida. Que tal alguém que pare a cidade pra nos pedir em casamento? Ou que se jogue de paraquedas de um prédio ou que faça algo mais simples, como chegar na frente de todo mundo e declarar seu amor, nos pedindo em casamento? Pois é. Nós pensamos nisso. Acreditamos piamente que se é pra ser, será. Não importa se houver separação, cada pra um canto do mundo... Não importa! Um dia, vamos nos ver, quem sabe, esbarrando um no outro sem querer, nas calçadas da vida, quando estivermos atrasadas para o trabalho com um copo de frapuccino da Starbucks na mão e na outra, um celular, o qual estamos conversando aos berros com o nossos chefe. Ou na praia, no meio de um evento, o qual, a pessoa amada está lá, fazendo uma performance meio doida e reconhecemos instantaneamente pelo timbre da voz. Mil possibilidades! Imaginamos um começo de vida bem engraçado, numa casinha simples, branca por dentro, alguns móveis e um colchão, apenas, pra dormir. Nem uma cama direito! Mas o que importa é que o lugar é cheio de amor. E haverá tudo. Brigas, que parecerão o Apocalipse. Reconciliações, que parecerão um dramalhão mexicano. Sensações, que parecerão como se tivéssemos correndo em alta velocidade numa rodovia americana. (Ah, sim! Temos uma imaginação que canaliza detalhes de filmes americanos e temos a influência do "American Way of Life". Mas fazer o quê, se filmes americanos fazem parecer que lá é tudo lindo?) Declarações de amor, que parecerão um evento da Broadway. Tudo muito intenso! E fazemos que tudo que lemos em nossos sagrados livros, transforme-se em realidade. Uma garota que escreve e ainda por cima, é leitora assídua, tem a mania de fazer de tudo pra sua vida parecer como a de um livro! Engraçado, não? Queremos um cavaleiro galante, como em nossos livros. Alguém que não tenha medo de expressar seu amor, alguém que taque pedrinhas na janela pra chamar atenção (e logo depois, dizer que apareceu só pra dizer que sentiu falta), alguém que dê a louca e saia no meio da noite só pra deitar num gramado qualquer e ver o céu estrelado, alguém que nos dê a opção de mentir pra conseguirmos o que queremos, alguém que tenha uma moto e que nos convide para um passeio, com o destino para "o nada", alguém que pareça com um rockstar e nos convide para fugirmos de nossa vida monótona, que voe num balão e nos leve pra conhecer o mundo, alguém que cuide de nós, como se fôssemos os últimos diamantes da face da Terra, que nos dê a mão quando estivermos com medo, que olhe nos nossos olhos e diga: "eu sei que você não está bem" e que se aninha no nosso colo como um gatinho. Alguém que, depois de anos, nos veja na rua e nos reconheça. Alguém que entenda nossa típica contradição com nossos sentimentos, que são tão intensos e surreais. E que entenda nossas batalhas contra a razão e a emoção quando estamos apaixonadas. Alguém que faça algo bem louco, como uma serenata, após uma discussão feia. Ou que faça qualquer coisa pra nos conquistar novamente, quando comete algum erro muito feio e somos obrigadas a terminar. Se você não entendeu, leia algum de nossos livros favoritos e entenderá. Pra nós, que somos muito subjetivas, não adianta fazer qualquer coisinha pra nos ganhar. Tem que ser algo grande e significativo, pra termos certeza que poderemos entregar nosso coração... E mesmo assim, continuaremos com os nossos pés atrás, porque sempre seremos desconfiadas. Vivemos em vários mundos, que mudamos de segundo em segundo quando estamos muito entediadas com o mundo atual. Você nunca saberá em qual órbita estaremos. Temos um "quê" saudosista. Não nos entenda mal, nós realmente amamos quem está ao nossos lado, mas sempre teremos aquela queda por nossos amores passados. Não sei... É saudosismo mesmo, saudade daquela época, ou daquela amor meio torto, típico de primeira paixão, que sentíamos e que era tão gostoso de sentir. E repetindo: Nós realmente amamos quem está do nosso lado! Mas somos saudosistas com o nosso passado amoroso mesmo. Gostamos de reviver, mas apenas mentalmente. O que é do passado, permanecerá no passado. Não queremos trazer para nosso presente, porque se está no passado, motivo há. Fazer o quê? Somos uma eterna contradição entre o mundo real e os nossos 300 mundos em que preferimos viver, esperando que alguém apareça e entenda nossa mente, nosso coração e os nossos mundinhos. Que entenda que o personagens são momentaneamente reais e que somos capazes de apertar o livro contra o peito e chorar sem pena, como se aquilo realmente tivesse acontecido. Somos bem sensíveis. Somos mais complicadas que as mulheres normais. E mesmo vivendo na fantasia, amamos de verdade. Amor é o que é de suma importância em nossa vida. É o que nos move. Ah, e odiamos monotonia. Ter uma escritora em sua vida, é ter um desafio em mãos.



(Inspirado em nossa imaginação, como românticas assumidas e viajadoras de músicas internacionais... Para Nathália Farias. Sinto sua falta, amiga. De como eu consegui achar alguém que entenda minha imaginação, meus textos meio Clarice Lispector e meu jeito de viver de amor e alguém que tenha a mesma paixão que tenho por livros e mundos além.)

Drive By




"Oh, mas aquela noite foi mais do que certa! (...) Porque eu estava acabado. Oh, eu estava impressionado e, sinceramente, muito assustado porque realmente me apaixonei por você. Oh, eu juro a você que estarei lá por você. Isto não é um passeio! Só um cara tímido procurando um saco de duas camadas para guardar meu amor. Quando você me move, tudo fica interessante. Se eles não gostam, que me processem! Uhm, como você me dá prazer! Oh, eu juro a você que estarei lá por você! Isso não é um passeio."  (Train - Drive By)
(se cantarem essa música no meu aniversário, morro 30 vezes e caso! hehehehe)

My soul is broken.



O que fazer quando todas as suas pretensões e planejamentos se transformam em pó e voam quando passa uma brisa? O que fazer quando sua alegria se transforma em tormenta em três segundos? O que fazer quando uma simples e ingênua letra faz tudo desmoronar e você ter vontade de se jogar do lugar mais alto que existir na Terra? O que fazer? Quando se está perdido, com o coração afundando em tantas lágrimas, quando todos aqueles medos infantis voltam, quando uma antiga mania masoquista bate à porta? E pra onde correr quando todas as portas estão fechadas, quando o mundo desaba dos ombros, quando se está de mãos atadas, quando se vê tudo desmoronar diante dos olhos, quando todos os sonhos se transformam em pesadelos, quando sua alma se parte no meio, quando seu amor consegue, tornar-se aos poucos, em ódio profundo? É horrível algo te atingir de certeiro no peito, como uma bala de fuzil. Destroçando tudo que acha pela frente, transformando ossos em pó, revirando o estômago, revirando os olhos e fazendo você desmaiar sem ter a mínima vontade de acordar. É engraçado como aquela estrela cadente tão linda, tão brilhante e tão reluzente, que era só sua, apenas sua, nunca foi realmente sua. Sempre pertenceu ao mundo todo e você, ingenuamente, amava essa estrela dos desejos tão devotamente. É irônico como tudo, à primeira vista, promete ser bom, exclusivo e eterno. Quando se conhece, nada é realmente o que parece. As máscaras caem, o coração se parte e uma depressão profunda te atinge em cheio, fazendo com que tenha vontade de nunca mais acordar, porque pelo menos nos sonhos algo doce, suave, eterno e sem mentiras vai te preencher, regozijando cada parte dolorida e destruída pela tristeza. E isso não passa. Só piora. Só traz verdades e pecinhas que faltavam e que, milagrosamente, começam a ter sentido. Seu mundo não faz mais sentido, você se sente sozinho, sua mente parece estática, produzindo nada conexo o suficiente para fazer você se expressar ou simplesmente esvair essa dor tão grande. Você pede socorro, ninguém ouve. Você implora pra que não seja verdade e ninguém vê. Você tenta se enganar dizendo que era tudo mentira, que era tudo um pesadelo, mas sente que era tudo real. Que nada vai mudar. Que não adianta acordar que vai melhorar. Não melhora. Ainda está ali, vivo, quente e queimando sua mente, suas veias, como o fogo de um vulcão te sufocado e enlouquecendo aos poucos, a cada segundo. E você sente um ódio profundo de si mesmo por ter dado tudo de si, por ter desbravado mundos, marés e galáxias só por causa daquela bendita estrelinha cadente, tão linda e tão perfeita aos seus olhos, mesmo não tendo o brilho perfeito, mesmo não tendo a maior cauda das estrelas, mesmo não estando tão alta no céu, mas que mesmo assim, era a mais linda do Universo pra você. Tudo vai abaixo, tudo se despedaça como cristal no chão. E quem disse que consegue remontar o cálice de cristal? Não dá. Uma vez destruído, jamais volta a ser o mesmo. Engraçado é como nós, seres humanos, somos tão ingênuos na primeira vez de tudo. E como conseguimos sentir algo com tanta firmeza, tanta clareza e tanta força, que seria capaz de fazer a lua se mover pra qualquer lugar que quisessemos, se dependesse dessa força. A mente gira, a boca fica seca, a distância é enorme e não importa a quantos metros você esteja dessa sua estrela cadente tão linda, não é a mesma coisa. Você sente como se ela tivesse numa espécie de 2° Céu, de tão longe que seu coração está do núcleo dessa estrelinha. A respiração não funciona. As batidas pesam. As horas são demoradas. Qualquer dor não é nada comparada ao que sente tão profundamente, que marca as profundezas da alma. Você se parte em mil pedaços. E ao ver sua estrela indo embora, com o nascer do sol, você não sente mais vida reverberando nas células, não sente vontade de sorrir, não sente mais graça em sentir o vento atravessando os fios de cabelo delicadamente.
Não sente mais nada. Só vontade de dormir e acordar no dia seguinte sem sentir aquela torrente de entimentos ruins outra vez. Nojo de si mesma. Arrependimento. Tristeza profunda. Raiva. Ódio. Auto-estima no fundo do poço. Mágoa. E tudo por causa de uma simples e ingênua letrinha, que estava fazendo seu papel de expressão na mensagem...


"My soul is broken.Streets are frozen.I can't stop these feelings melting through"(Simple Plan - Summer Paradise)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Livros

Nos últimos anos, comecei a virar fã de carteirinha de livrarias, sebos e qualquer coisa que tenha livros à venda. Meu coração dispara, os olhos brilham e meu corpo se direciona pra aquele lugar a fim de satisfazer as vontades do coração. Minha ligação com os livros sempre foi muito grande. São o meu maior refúgio e minha maior alegria. O melhor presente que possa me dar (depois de All Star, Havaianas e CD do Simple Plan), é um livro. Mas uma coisa que me entristece é o tratamento que esses jovens de hoje dão à uma preciosidade de palavras, algo que é rico em cultura. E os próprios escritores esquecendo da essência de um livro e publicando qualquer merda. Poucos são os livros que falo: "Nossa, que tédio! Que livro horrível! Que diabos ele(a) estava pensando quando vomitou isso?!" MUITO POUCOS. Acho que quase nenhum.
Acho ridículo a forma que os adolescentes lidam com um livro. Dizem que é tedioso e se não tiver figuras, tchau. Já era! Não existe possibilidade do livro ser lido. E o mais hipócrita que presencio é que esses mesmos adolescentes pagam de pseudoliterários no Facebook postando juras de amor eterno à Clarice Lispector e Caio Fernando de Abreu, dando uma de: "Ah, eles são incríveis! Amo os dois! Melhores escritores EVER!" (Particularmente, acho esse 'ever' babaquice, mas enfim.) E SEQUER LERAM UMA CRÔNICA COMPLETA DE CLARICE. SEQUER ENTENDEM A CRONOLOGIA E A ESSÊNCIA DE SEUS TEXTOS. É revoltante! Não conheço Caio Fernando de Abreu, pois nunca li um livro de sua autoria. Mas pretendo comprar e ter na minha bibliotequinha. De qualquer forma, é ultrajante esses adolescentes se portarem dessa forma. Não curte ler? Acha livro um tédio? Vai fazer academia, vai ver televisão, vai ser mais um desses seres que não entendem de cultura e possuem a mente fechada. Mas PAREM de ser hipócritas com a literatura, que pra mim, é a coisa mais bela que existe. Até porque, pra ser escritor, precisa possuir o dom da escrita e amar sua língua materna. E vem uns idiotas e estragam isso.
E em relação à escritores... Bom, tenho os meus favoritos e eles realmente tem o je ne sais quoi que me prendem até o fim. Sou uma leitora exigente e poucos são os livros que digo: Vale a pena ler!
Essa modinha ridícula de Crepúsculo... Nossa! Acho que foi a pior série de livros escrita na última década. Não posso negar que Stephenie Meyer escreve bem, mas Twilight não foi sua obra-prima. É um livro repetitivo, sem graça, muito clichê, água com açúcar e com um enredo tediante do começo ao fim. Os filmes então? Um pior que o outro. Não sei se é a atriz que interpreta a Bella que estraga o filme. Ou a história. Ou os dois. Sei lá, só acho que Crepúsculo não é aquilo tudo que todos falam. E acho surreal a comparação com Harry Potter. Gente, vamos comparar os filmes e livros de J.K Rowling com uma fada que se auto-denomina "vampiro" (Vampiros não brilham. Vampiros são sanguinários. Parem de estragar a melhor parte da minha infância, que foi a minha paixão por vampiros após assistir "Entrevista com o Vampiro"). NÃO EXISTE COMPARAÇÃO! É uma estória envolvente com personagens que marcaram a vida de todos e que ensina várias coisas. E o que Crepúsculo ensina? Que uma garotinha sem graça, que tem tique nervoso nos olhos consegue os bonitões do colégio? Só em livro isso, porque na vida real, isso dificilmente acontecerá. (Desculpe, menininhas de 14 anos. Vocês não namorarão o cara mais quente do colégio. Desistam!). Fora Crepúsculo, outros livros que achei chato. A Filha da Tempestade. Tem um enredo legal, mas a estória é sem graça. Peguei o livro achando que sentiria faíscas ao lê-lo... Nem um estalinho no final! Uma menina que destrói seres de outro mundo, que tem conexão com a rainha dos mortos... A princípio, parece ser legal, mas é tediante. Há quem goste, mas achei que falta algo. Não sei explicar o quê, mas falta. O Menino do Pijama Listrado. Todo mundo dizia que era o melhor livro da década. Achei super indiferente. Chato. E com um final revoltante. E com falta de uma visão mais ampla da estória. Ok, que a visão era de um garoto pequeno, mas mesmo assim. Não era necessário fazer com que um livro lindo tornasse chato por falta de mais detalhes e ser muito objetivo. Livros de ficção não são pra serem objetivos. Ou pelo menos, não tão objetivos a ponto de estragar o enredo.
Muitas coisas estão estragando a literatura. Muitas. Mas depois mostrarei mais minha visão sobre isso.