segunda-feira, 2 de abril de 2012
My soul is broken.
O que fazer quando todas as suas pretensões e planejamentos se transformam em pó e voam quando passa uma brisa? O que fazer quando sua alegria se transforma em tormenta em três segundos? O que fazer quando uma simples e ingênua letra faz tudo desmoronar e você ter vontade de se jogar do lugar mais alto que existir na Terra? O que fazer? Quando se está perdido, com o coração afundando em tantas lágrimas, quando todos aqueles medos infantis voltam, quando uma antiga mania masoquista bate à porta? E pra onde correr quando todas as portas estão fechadas, quando o mundo desaba dos ombros, quando se está de mãos atadas, quando se vê tudo desmoronar diante dos olhos, quando todos os sonhos se transformam em pesadelos, quando sua alma se parte no meio, quando seu amor consegue, tornar-se aos poucos, em ódio profundo? É horrível algo te atingir de certeiro no peito, como uma bala de fuzil. Destroçando tudo que acha pela frente, transformando ossos em pó, revirando o estômago, revirando os olhos e fazendo você desmaiar sem ter a mínima vontade de acordar. É engraçado como aquela estrela cadente tão linda, tão brilhante e tão reluzente, que era só sua, apenas sua, nunca foi realmente sua. Sempre pertenceu ao mundo todo e você, ingenuamente, amava essa estrela dos desejos tão devotamente. É irônico como tudo, à primeira vista, promete ser bom, exclusivo e eterno. Quando se conhece, nada é realmente o que parece. As máscaras caem, o coração se parte e uma depressão profunda te atinge em cheio, fazendo com que tenha vontade de nunca mais acordar, porque pelo menos nos sonhos algo doce, suave, eterno e sem mentiras vai te preencher, regozijando cada parte dolorida e destruída pela tristeza. E isso não passa. Só piora. Só traz verdades e pecinhas que faltavam e que, milagrosamente, começam a ter sentido. Seu mundo não faz mais sentido, você se sente sozinho, sua mente parece estática, produzindo nada conexo o suficiente para fazer você se expressar ou simplesmente esvair essa dor tão grande. Você pede socorro, ninguém ouve. Você implora pra que não seja verdade e ninguém vê. Você tenta se enganar dizendo que era tudo mentira, que era tudo um pesadelo, mas sente que era tudo real. Que nada vai mudar. Que não adianta acordar que vai melhorar. Não melhora. Ainda está ali, vivo, quente e queimando sua mente, suas veias, como o fogo de um vulcão te sufocado e enlouquecendo aos poucos, a cada segundo. E você sente um ódio profundo de si mesmo por ter dado tudo de si, por ter desbravado mundos, marés e galáxias só por causa daquela bendita estrelinha cadente, tão linda e tão perfeita aos seus olhos, mesmo não tendo o brilho perfeito, mesmo não tendo a maior cauda das estrelas, mesmo não estando tão alta no céu, mas que mesmo assim, era a mais linda do Universo pra você. Tudo vai abaixo, tudo se despedaça como cristal no chão. E quem disse que consegue remontar o cálice de cristal? Não dá. Uma vez destruído, jamais volta a ser o mesmo. Engraçado é como nós, seres humanos, somos tão ingênuos na primeira vez de tudo. E como conseguimos sentir algo com tanta firmeza, tanta clareza e tanta força, que seria capaz de fazer a lua se mover pra qualquer lugar que quisessemos, se dependesse dessa força. A mente gira, a boca fica seca, a distância é enorme e não importa a quantos metros você esteja dessa sua estrela cadente tão linda, não é a mesma coisa. Você sente como se ela tivesse numa espécie de 2° Céu, de tão longe que seu coração está do núcleo dessa estrelinha. A respiração não funciona. As batidas pesam. As horas são demoradas. Qualquer dor não é nada comparada ao que sente tão profundamente, que marca as profundezas da alma. Você se parte em mil pedaços. E ao ver sua estrela indo embora, com o nascer do sol, você não sente mais vida reverberando nas células, não sente vontade de sorrir, não sente mais graça em sentir o vento atravessando os fios de cabelo delicadamente.
Não sente mais nada. Só vontade de dormir e acordar no dia seguinte sem sentir aquela torrente de entimentos ruins outra vez. Nojo de si mesma. Arrependimento. Tristeza profunda. Raiva. Ódio. Auto-estima no fundo do poço. Mágoa. E tudo por causa de uma simples e ingênua letrinha, que estava fazendo seu papel de expressão na mensagem...
"My soul is broken.Streets are frozen.I can't stop these feelings melting through"(Simple Plan - Summer Paradise)
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